Sexta-feira à noite: um debute inesperado em directo na Rádio Observador, para o qual fui convidado na mesma tarde, com quase nenhum tempo para preparação. Correu bem. Quando questionado com a clássica pergunta «és contra o aeroporto?», remeti para a ANAC: medir não é fazer campanha, e cabe ao regulador dizer quais os voos que podem operar durante a noite.

Depois, um fim-de-semana prolongado dedicado a tornar os dados mais honestos. Uma aeronave fantasma que há meses aparecia discretamente no registo de voos revelou-se um helicóptero de evacuação médica, que atravessa a trajectória de aproximação perto do terraço sem nunca aterrar em LPPT. Passa agora a ter o seu próprio contador na página inicial, em vez de inflacionar o número de chegadas. A investigação revelou também um erro mais raro: duas aeronaves que passaram com um intervalo de dois minutos entre si tinham as suas leituras de ruído e vibração trocadas para a aeronave errada, algo detectado e corrigido através do arquivo independente de som de fundo da estação.

Estação pequena, mas os instrumentos continuam a tornar-se mais honestos.