Ontem à noite, às 22:13, a estação perdeu a ligação Wi-Fi e não voltou a ligar-se sozinha. Durante cerca de dez horas, nada chegou ao site: sem dados em directo, sem novos voos na página inicial.

Mas a estação nunca parou. O receptor de aviões, o microfone e os sensores de vibração e de qualidade do ar são todos locais, por isso continuou a fazer o seu trabalho. Foram registados 77 voos durante a noite, cada um com o seu pico de ruído e de vibração, além dos registos contínuos de som e de vibração, segundo a segundo. Do lado das medições, nada se perdeu.

Faltaram duas coisas. A câmara também usa o Wi-Fi, por isso esses 77 voos não têm fotografia. E a meteorologia vem da internet: todos os voos da noite ficaram com a mesma leitura das 22:13. Esses valores foram substituídos pela meteorologia real da noite, de quarto em quarto de hora.

O primeiro a dar por isso não fui eu. O Lisbon Finals também envia as suas medições em directo, segundo a segundo, para a SensorGrid, a rede de sensores gerida pelo Alessandro, em Milão. Logo de manhã cedo, escreveu-me a perguntar porque deixara de nos ouvir. Quando a estação se cala, alguém do outro lado da rede repara. As horas em falta estão a ser-lhe enviadas agora, a partir dos registos da própria estação.

Um reinício da alimentação às 08:05 repôs tudo. Um 787 da American Airlines passou por cima segundos depois de um reinício posterior do serviço, cedo demais para ser medido em directo. O seu pico real, 91,2 dB, foi retirado do registo contínuo.

Duas alterações para que não se repita: a poupança de energia do Wi-Fi está desactivada, e a estação passa a relançar a sua própria ligação, e a reiniciar-se se for preciso, quando a rede fica em baixo. Os ficheiros de dados para investigadores foram actualizados com a noite corrigida.

Dez horas desligada, e as medições nunca pararam. Bom teste.